Voltar para
Página Principal


 

1. A Bíblia e nós.

A Bíblia é a Palavra inspirada de Deus, sem erro e infalível. Para nós, ela é a autoridade em tudo o que concerne a fé e a vida.

2. Nosso Compromisso.

Na Igreja de Cristo queremos:
a) espalhar a Palavra de Deus pela sua pregação e sua difusão.
b) por um testemunho claro, conduzir almas a Cristo e fazer delas discípulos e associá-los a uma igreja local. Cada crente demonstra que é embaixador de Cristo trabalhando para a  edificação da igreja.
c) combater pela fé, "anunciar todo o desígnio de Deus, sem nada esconder" (Atos 20:27), e zelar para manter a doutrina bíblica.

4. Nossa Posição.

Ela se caracteriza pela:
a)separação com o espírito do mundo.
b)busca da pureza da igreja.
c)denuncia dos erros doutrinais.
d)colaboração com os crentes e comunidades que professam a mesma doutrina.

4. Nossa Vida de Discípulos de Jesus Cristo.

Nosso relacionamento com Jesus Cristo começa pelo novo nascimento. Dentro do quadro da igreja, essa nova vida se manifesta:
a)pelo batismo por imersão, ato de obediência decorrente da conversão.
b)pela participação fiel á vida da igreja e pela colaboração que disso resulta (cultos, reuniões de oração, estudos bíblicos, evangelização, testemunho e atividades especiais da igreja)
c)pela oração fiel, base do crescimento da igreja e de um trabalho missionário abençoado. Informações aparecem regularmente.
d)pelo fiel sustento financeiro, alegre e sem constrangimento. Antes de tudo, sustentamos:a igreja local, o trabalho missionário AB.
e)pela solidariedade e pelo interesse de todos em favor de todos os empreendimentos da Ação Bíblica:

  • As Igrejas de todos os países.
  • A Sociedade Bíblica de Genebra.
  • O Instituto Bíblico de Genebra.
  • As Casas da Bíblia.
  • Os Acampamentos MAB.

5. A Ação Bíblica em Ação.

A Ação Bíblica trabalha atualmente nos seguintes países:

Bolívia - Brasil - Costa do Marfim - França - Itália - Portugal - Suíça - Ilhas S. Tomé e Principe.


VOCAÇÃO

Antes da Ascensão, o Senhor prescreveu a missão da Igreja: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas a coisas que vos tenho ordenado..." Mt. 28:19-20a. Com esta ordem Ele nos deu esta promessa: "e eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século" Mt. 28:20b.

A missão geral da Igreja concerne a todos os cristãos. Mas Deus, por um chamado particular e por circunstâncias particulares, pode determinar algo que Ele quer de cada grupo do Corpo de Cristo quanto a uma obra específica e aos limites em que ela deve ser realizada. Essa missão específica esta inclusa nas normas do Novo Testamento e pode ser simplesmente o realce de algum aspecto da missão geral.

Quando o Senhor quer realizar uma obra, servindo-se de um indivíduo ou de um grupo, Ele o faz a partir de um plano que Ele concebeu e que Ele revela ao Seus servos.

A tarefa da Ação Bíblica é clara. Temos que cumprí-la de todo o coração. Uma tocha, uma trombeta, e uma espada simbolizam essa missão.

1. A Tocha: A Difusão da Palavra da Vida.

"Fazei tudo sem murmurações nem contendas; para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo, preservando a Palavra da Vida" Fp 2:14-16.

"Crescia a Palavra de Deus e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos" At 6:7.

A difusão da Palavra da Vida reveste-se de grande importância e os textos de Eclesiastes 11:1-2 e Isaias 55:10-11 contêm promessas preciosas a esse respeito. Espalhar a Palavra escrita de Deus é responsabilidade de todo cristão.

No entanto, não é apenas essa a responsabilidade do cristão. Ele deve levar a Palavra de Deus dentro de si, no sentido de Colossenses 3:16 "Habite ricamente em vós a Palavra de Cristo...". O cristão torna-se "uma carta de Cristo conhecida e lida por todos os homens" (cf. II Co 3:1-3) e brilha no mundo como uma tocha; sua vida confirma a mensagem da Palavra inspirada, impressa e difundida. Essa confirmação viva da Palavra escrita contribui para aumentar o número dos discípulos (At 6:7). Gn 13:14-15, texto de vocação da AB lembra a visão missionária e a conquista da terra prometida. O olhar da fé abrange os quatro pontos cardeais.

2. A Trombeta: Um Testemunho claro para levar almas a Cristo.

"Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas..." Atos 1:8

A difusão da Palavra não é um fim em si. Constitui um meio de levar as almas a Cristo. A Palavra viva e permanente produz a fé em um Salvador ressuscitado que dá vida aos que n'Ele crêem.

"Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em Seu Nome." João 20:31

Conduzir almas a Cristo não é questão de especialistas em evangelização, nem depende de alguma super-organização. É uma obra levada a efeito por testemunhas de Cristo, agindo sob o poder do Espírito Santo.

Todo crente esta investido da função de embaixador de Cristo, como se Deus por ele rogasse ( II Cor 5:18-21). Por conseguinte a todo membro esta ordenado gerar filhos na fé e a produzir uma posteridade espiritual (I Cor 4:14-15 e I Tm 1:2). A evangelização começa ai. Deus quer e pode dar alegria da paternidade espiritual a todos os que estão sob o senhorio de Seu Filho. O Espírito Santo não lhes foi dado para o seu bem estar pessoal, mas para que proclamem com poder que Jesus Cristo é o Senhor e para que o número dos discípulos aumente.

3. A Espada: O combate da fé.

"Eis que hoje te ponho por cidade, fortificada, por colunas de ferro, e por muros de bronze contra todo o país; contra os reis de Judá, contra os seus príncipes, contra os seus sacerdotes e contra o seu povo. Pelejarão contra ti, mas não prevalecerão; porque Eu sou contigo, diz o Senhor, para te livrar" Jer 1:18-19

"Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo, e não somente de crerdes n'Ele, pois tendes o mesmo combate que vistes e ainda agora ouvis que é o meu" Fp 1:29-30 .

"Amados, quando empregava toda diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes diligentimente pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos" Jd 3

Aquele que combate pela integridade das Escrituras, sua inspiração, sua autoridade e sua inerrância, não pode escapar do sofrimento. Deve cingir os lombos, erguer-se e anunciar todo o conselho de Deus a todos aqueles a quem Deus o enviar (cf. Jr 1:17-19 e At 20:27). Isso é verdade também em relação ao combate e sofrimento para manter a pureza da Igreja.

A Escritura nos mostra o duplo alcance da pregação:

  • salvar os que crêem.
  • condenar os que permanecem na incredulidade.

Ao construir uma arca para salvar sua família, Noé condenava ao mesmo tempo os que não levaram a sério as advertências divinas. (Hb 11:7 e II Co 2:14-15).

Nossa missão é a de uma sentinela que adverte dos perigos espirituais e morais, mostra as trágicas conseqüências do pecado e do erro, na esperança de que os homens se arrependam e se convertam (II Tm 4:1-5). Não combatemos por amor ao combate, mas por amor ao Senhor, à Sua verdade e às almas perdidas. A ordem do combate nos foi dada e sabemos que se nos calarmos, ficando inertes diante do erro e do mal daremos vantagem ao Diabo, pecaremos contra o Senhor e contra as vítimas do sistema do deus deste mundo. O combate torna-se carnal se pusermos em ação as nossas armas e não as de Deus e se em relação às pessoas, a graça não acompanhar a luta pela verdade.

Assim devemos distinguir entre o mau e o bom combate, entre os sistemas e os indivíduos, entre os líderes e os seguidores. Ler II Cor 10:3-6; Ef 6:10-18, I Tm 1:18; 6:11-12; II Tm 2:22-26; 4:7; Ap 3:10-11.

Deus nos abençoará na medida em que permanecermos em Seu plano e empregarmos Seus materiais ( I Cor 3:12). Por Isso queremos nos guardar da mistura com o mundo, de toda a ambigüidade doutrinária de qualquer posição equívoca ou qualquer comportamento vacilante.

N.B.: no capítulo referente às responsabilidades do membro e de seus privilégios, trataremos da vida comunitária.


POSIÇÃO

1. A autoridade da Escritura e submissão a Deus.

Inspirando-se no exemplo de Samá (II Sm 23:11-12) zelamos pelo terreno da Ação Bíblica, terreno adquirido com sofrimento e constituindo uma herança preciosa e também uma posição de força frente à confusão que submergiu a cristandade.

A Ação Bíblica se declara contra as doutrinas que:

  • negam a autoridade absoluta das Escrituras.
  • procedem de uma compreensão errada do Espírito Santo e dos seus dons.
  • não reconhecem nem a base nem a natureza da verdadeira unidade do Corpo de Cristo.

Essa posição é o fruto da fidelidade à mensagem das Sagradas Escrituras, único critério infalível.

O princípio da separação do mundo e do mal encontra-se nas Escrituras. A Igreja não tem nada em comum com o mundo enquanto que tudo em comum com Jesus Cristo. Ouçamos o Senhor na oração sacerdotal: "Eu lhes tenho dado a Tua Palavra, e o mundo os odiou porque eles não são do mundo, como também eu não sou. Não peço que os tires do mundo; e, sim, que os guardes do mal. Eles não são do mundo como também Eu não sou. Santifica-os na verdade; a Tua Palavra é a verdade. Assim como Tu me enviaste ao mundo , também Eu os enviei ao mundo. E a favor deles Eu me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade" Jo 17:14-19

O apóstolo Paulo também ensina em II Co 6:14 a 7:1 que não pode haver concordância entre as duas realidades de naturezas diametralmente diferentes e opostas: a Igreja e o mundo. O cristão não deve se por sob um jugo desigual com incrédulos (o jugo da mentalidade do mundo e de seu príncipe , o Diabo). O cristão não tem parte com os infiéis. Os objetivos do mundo e os da Igreja de Jesus Cristo estão voltados em sentidos opostos.

2. Evangelização e defesa da fé.

Levando ao mundo a mensagem libertadora da Cruz, a Igreja não somente oferece a todo homem a possibilidade de receber o perdão dos seus pecados, mas também a possibilidade de passar do império de Satanás para o reino de Cristo (I Jo 5:19; At 26:18; Col 1:12-13)

A Igreja é, então, a maior força de contestação contra o regime de Satanás. Pelo poder do Espírito Santo, ela se opõe ao mal, ao erro, às falsificações e seduções. Como poderia ela resistir ao mal se primeiramente não o discernisse, não o condenasse e não se separasse dele doutrinalmente e na prática? Trata-se de:

  • discernimento dos espíritos mentirosos em I Tes 5:21-22; I Jo 4:1-6 e Col 1:9
  • denuncia de falsos mensageiros de Deus em II Cor 11:1-6,13-15; II Tm 2:14-21
  • condenação dos falsos evangelhos em Gl 1:6-9; Ef 5:8-11; I Tm 5:20
  • separação dos falsos irmãos em I Cor 5:9-13; II Ts 3:6-7, 14-15; II Tm 3:5-6; II Jo 7-11.

3. Benefícios e Limites na colaboração.

No seio do Corpo de Cristo desejamos colaborar com aqueles cuja a doutrina e vida são as mesmas que as nossas em relação aos pontos essenciais. Queremos trabalhar em pleno acordo com cristãos que, apesar de um estilo diferente ou divergências superficiais, são autênticos discípulos de Cristo, enraizados na Escritura Santa e dedicados em manter a honra de Deus.

No entanto não desejamos colaborar com movimentos dos quais não compartilhamos a doutrina do Espírito Santo e a prática dos dons espirituais, mesmo que reconhecamos que esses movimentos fazem parte de Corpo de Cristo. (p.e pentecostalismo, carismatismo, etc.). Porém, podemos aceitar participar de encontros onde nos é possível explicar os fundamentos da nossa fé e da nossa posição com toda humildade, mansidão e amor. (II Tm 2:25, 4:2; I Pe 3:15). Nossa missão consiste, também, reconduzir à fe ao que se afastam da verdade Tg 5:19-20.Não queremos esquecer que não estamos a salvo de qualquer desvio e que somente a graça de Deus pode nos manter fieis ( I Cor 10:6-12).

Não podemos nos associar aqueles que propagam falsas doutrinas, entre outros:

  • o catolicismo.
  • o protestantismo liberal.
  • o ecumenismo.
  • a nova era.
  • as seitas de erro (Mormons, Testemunha de Jeová, Moon, Ciência Cristã, Cientologia, Adventismo, etc.).
  • as comunidades legalistas ascéticas.
  • as comunidades místicas ou iluministas (Rosa-Cruz, Teosofia, etc.).
  • as sociedades humanistas e filantrópicas (Maçonaria, Antroposofia, etc.).

Distinguimos várias possibilidades de relacionamentos:

  • por contato entendemos um encontro ocasional tal como a vida diária o pode provocar.
  • manter um relacionamento supõe um laço, um interesse comum, um objetivo.
  • pode estar presente numa cerimônia ou numa manifestação como ouvinte ou observador.
  • a participação é uma presença ativa não oficial.
  • o sustento - informação e oração - se dá quando se aprova um objetivo mas não necessariamente os meios, os métodos ou as pessoas responsáveis.
  • a colaboração é um compromisso oficial.
  • a controvérsia é um debate oral ou escrito, que tem como objetivo colocar em evidência a verdade bíblica.

Nos seus relacionamentos, as pessoas representativas da Associação devem ficar atentas às implicações da sua função.

Nossos compromissos se estabelecem em vários níveis:

a) No plano individual.

Os membros mantêm, na humildade, no amor e na obediência à Palavra, os relacionamentos que julgam úteis ao avanço do Reino de Deus.

Eles zelam, dado o caso, para que suas relações pessoais não venham a ser interpretadas como um compromisso da sua igreja ou da Ação Bíblica em geral e para que não prejudiquem esta sua igreja.

b) No plano das igrejas locais.

É da responsabilidade dos líderes da igreja de estabelecer um relacionamento digno de Cristo com os representantes das denominações estabelecidas na região. Isso favorece um conhecimento justo da situação local. Os responsáveis avaliam o grau de compromisso possível nos diversos empreendimentos tendo lugar na região.

Os principais critérios para a avaliação são:

  • O evangelho de Jesus Cristo é anunciado?
  • Os pontos da doutrina concernente a: a inspiração divina, o novo
  • nascimento, a recepção do Espírito Santo, os dons espirituais, a santificação, são respeitados?

c)No plano da AB internacional:

  • A unidade de posição implica:
  • Um desejo comum de fidelidade ao ensino bíblico.
  • Reconhecimento das correntes contemporâneas.
  • Uma boa comunicação interna.
  • O reconhecimento da diversidade das situações locais e nacionais.
  • O sustento mútuo.
  • O respeito das decisões tomadas no plano da Associação.
  • A fé na intervenção fiel e misericordiosa do Senhor Jesus.