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Orvalho da Manhã

 

 

Título original em francês: "Manne du Matin" de Hugh E. Alexander
Copyright © La Maison de la Bible, CP 151, chemin de Praz-Roussy 4bis,
CH-1032 Romanel-sur-Lausanne
Reproduzido com gentil autorização.
Todos direitos reservados.

 

"Levantando-se Jesus, foi dali para o território da Judéia, além do Jordão. E outra vez as multidões se reuniram junto a ele, e, de novo, ele as ensinava, segundo o seu costume." (Marcos 10:1 )

Jesus volta ao país onde tinha sido apedrejado, a Judéia, que estava cheia de inimigos, a respeito dos quais os discípulos o tinham advertido nestes termos: "Mestre, ainda agora os judeus procuravam apedrejar-te, e voltas para lá?" (João 11:8) Mas escolheu esse país para também ali realizar seu ministério.

Vamos refletir sobre a simplicidade desta frase: a multidão se reuniu de novo em torno dele. Mais uma vez, sem demora, de novo. Que revelação das necessidades profundas, muitas vezes inconscientes, da multidão e da alma humana! Procura à direita e à esquerda, mas volta a ele de novo. Tudo que o mundo oferece e toda salvação dos que vêm em nome de Cristo são enganos, e suas chamadas "soluções" não fazem senão piorar a situação do mundo. Mas a alma humana vem a ele de novo. Isso é uma grande revelação para quem procura servir a Deus e ao Evangelho entre seus semelhantes!

Estamos desanimados hoje? Vamos tentar mais uma vez. Podemos chegar a ele... de novo!

Mas há mais. Jesus "se pôs de novo a ensiná-la, como tinha por costume". Que exemplo de paciência de nosso amado Salvador! Não se cansa, fala de novo, ajuda de novo. Sua longa paciência, compreensão e bondade não mudam; a infidelidade do homem não pode influir na fidelidade de Deus. Essa fonte fresca, inesgotável, corre sempre. Como costuma fazer, ele  ensina, fala, abençoa mais uma vez.

Será que compreendemos a mensagem dessas palavras? Não corresponde à nossa necessidade? Vamos tentar recomeçar. Não devemos desanimar, nem nos cansar. Jesus conhece as dificuldades, sabe onde estamos. Vamos a ele de novo, e de novo, segundo seu costume, que ele nos ajudará. Deixemos o Senhor dirigir nossos corações para o amor de Deus e para a paciência de Cristo.