Qua, 29 de Abril de 2009 13:05
No jardim do Éden, toda a criação era uma demonstração do carinho do Criador pela criatura feita "à sua imagem e semelhança". Dele, Adão e Eva tinham recebido tudo: Vida, inteligência, terra, poder, criatividade, liberdade... Faltava apenas responder a uma pergunta crucial: Todo esse amor de Deus era correspondido? O fruto proibido revelaria a intenção de seu coração: Movidos por orgulho, eles preferiram obedecer ao inimigo de Deus do que ao próprio Deus.
Por sua terrível ofensa, o homem ficou espiritualmente morto: Isto é, de relações cortadas com Deus (Is 59:1,2).
A Bíblia diz que cada um é servo daquele a quem obedece (Ro 6:16). A partir da queda, o homem passou a servir o Adversário, que domina seu coração e o induz ao mal. Servilmente, ele peca, o pecado o separa de Deus e longe de Deus permanece "morto em seus delitos e pecados" (Ef 2:1).
Este círculo vicioso não é da vontade de Deus: separação é morte; comunhão é vida. Deus quer relacionar-se com sua criatura: “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.” (1Co 1:9).
Como então resolver a questão do pecado e da separação Deus-homem (Ro 3:23)?
A justiça divina exige a morte do pecador. O amor divino quer que ele viva. Para conciliar ambos, a única solução estava no próprio Conselho da Trindade. Arrancando-se à sagrada tri-Unidade, o Filho desceu à terra para sofrer na cruz a pena de morte, única suficiente para aplacar a ira divina. Ele o fez no lugar do homem, para que este pudesse sair livre, apto a relacionar-se com Deus. Ele pagou o preço do resgate para nos "chamar das trevas para a sua maravilhosa luz" (1Pe 2:9), e "da potestade de Satanás para Deus", a fim de recebermos "remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em Jesus" (At 26:18).
Pela cruz, o Pai fez uma nova aliança com o homem, assinando um termo de remissão de pecados: É um pacto pelo qual Deus trocou seu Filho por pecadores (1Pe 3:18). Ele amou primeiro, a iniciativa foi dele: Deus correu o risco de entregar seu Filho à morte no lugar de homens que não aceitariam trocar de destino, preferindo continuar separados e inimigos dele (Cl 1:20,21). Até hoje, porém, alguns agarram a oportunidade de serem absolvidos e entregam-se ao Supremo Juiz, confiados que o Filho já pagou seu resgate (1Tm 2:6). Este ato de rendição incondicional transforma réus a serviço do inimigo (Cl 1:13) em servos do Senhor, discípulos de Cristo, amigos de Deus: Comunhão com ele, é tudo!







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